top of page

🧬 Esclerose Sistêmica: o que é e como afeta o corpo?

A Esclerose Sistêmica, também conhecida como esclerodermia sistêmica, é uma doença autoimune crônica que afeta principalmente a pele, mas também pode comprometer órgãos internos como pulmões, rins, coração e sistema digestivo.

✅ O que é uma doença autoimune?

Doenças autoimunes acontecem quando o sistema imunológico, que normalmente protege nosso corpo contra infecções, passa a atacar estruturas saudáveis, como a pele, vasos sanguíneos e órgãos.

👩‍⚕️ Quais são os principais sintomas?

Os sintomas da esclerose sistêmica variam bastante de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem:

  • Espessamento e endurecimento da pele, especialmente nas mãos e rosto

  • Fenômeno de Raynaud: mudança de cor dos dedos ao frio ou estresse (ficam brancos, depois roxos e vermelhos)

  • Dificuldade para engolir ou digestão lenta

  • Cansaço e dores musculares

  • Dificuldade para respirar, se os pulmões forem afetados

  • Inchaço e dor nas articulações


🔍 Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da esclerose sistêmica é clínico, baseado nos sintomas e sinais físicos. Exames laboratoriais e de imagem ajudam a confirmar e avaliar o grau de acometimento:

  • Exames de sangue com autoanticorpos específicos (como anti-Scl-70, anticentrômero, entre outros)

  • Capilaroscopia (exame da microcirculação dos dedos)

  • Tomografia do tórax e avaliação pulmonar

  • Eletrocardiograma e ecocardiograma para avaliar o coração

💊 Tem tratamento?

Embora não haja cura, há tratamento para controlar os sintomas e prevenir complicações. Os medicamentos podem incluir:

  • Imunossupressores como micofenolato ou ciclofosfamida

  • Vasodilatadores para melhorar a circulação

  • Tratamento específico para o sistema digestivo, pele ou pulmões, conforme o caso

  • Fisioterapia para preservar mobilidade e função das mãos

O acompanhamento com o reumatologista é essencial para monitorar a evolução e ajustar o tratamento conforme a necessidade.

❤️ Qual é o prognóstico?

A esclerose sistêmica pode variar desde formas mais leves, que afetam só a pele, até formas mais graves com acometimento de órgãos internos. Por isso, o diagnóstico precoce e o seguimento regular são essenciais para manter a qualidade de vida.

📌 Conclusão

A Esclerose Sistêmica é uma condição desafiadora, mas com acompanhamento especializado, é possível controlar os sintomas, preservar funções importantes e melhorar o bem-estar geral.

Se você notar alterações na pele, sensibilidade ao frio nas mãos ou sintomas persistentes como cansaço e dificuldade respiratória, busque um reumatologista. O cuidado precoce faz toda a diferença.

 
 
 

Comentários


bottom of page