🧬 Esclerose Sistêmica: o que é e como afeta o corpo?
- lucasreumatologist
- 11 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
A Esclerose Sistêmica, também conhecida como esclerodermia sistêmica, é uma doença autoimune crônica que afeta principalmente a pele, mas também pode comprometer órgãos internos como pulmões, rins, coração e sistema digestivo.
✅ O que é uma doença autoimune?
Doenças autoimunes acontecem quando o sistema imunológico, que normalmente protege nosso corpo contra infecções, passa a atacar estruturas saudáveis, como a pele, vasos sanguíneos e órgãos.
👩⚕️ Quais são os principais sintomas?
Os sintomas da esclerose sistêmica variam bastante de pessoa para pessoa, mas os mais comuns incluem:

Espessamento e endurecimento da pele, especialmente nas mãos e rosto
Fenômeno de Raynaud: mudança de cor dos dedos ao frio ou estresse (ficam brancos, depois roxos e vermelhos)
Dificuldade para engolir ou digestão lenta
Cansaço e dores musculares
Dificuldade para respirar, se os pulmões forem afetados
Inchaço e dor nas articulações
🔍 Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da esclerose sistêmica é clínico, baseado nos sintomas e sinais físicos. Exames laboratoriais e de imagem ajudam a confirmar e avaliar o grau de acometimento:
Exames de sangue com autoanticorpos específicos (como anti-Scl-70, anticentrômero, entre outros)
Capilaroscopia (exame da microcirculação dos dedos)
Tomografia do tórax e avaliação pulmonar
Eletrocardiograma e ecocardiograma para avaliar o coração
💊 Tem tratamento?
Embora não haja cura, há tratamento para controlar os sintomas e prevenir complicações. Os medicamentos podem incluir:
Imunossupressores como micofenolato ou ciclofosfamida
Vasodilatadores para melhorar a circulação
Tratamento específico para o sistema digestivo, pele ou pulmões, conforme o caso
Fisioterapia para preservar mobilidade e função das mãos
O acompanhamento com o reumatologista é essencial para monitorar a evolução e ajustar o tratamento conforme a necessidade.
❤️ Qual é o prognóstico?
A esclerose sistêmica pode variar desde formas mais leves, que afetam só a pele, até formas mais graves com acometimento de órgãos internos. Por isso, o diagnóstico precoce e o seguimento regular são essenciais para manter a qualidade de vida.
📌 Conclusão
A Esclerose Sistêmica é uma condição desafiadora, mas com acompanhamento especializado, é possível controlar os sintomas, preservar funções importantes e melhorar o bem-estar geral.
Se você notar alterações na pele, sensibilidade ao frio nas mãos ou sintomas persistentes como cansaço e dificuldade respiratória, busque um reumatologista. O cuidado precoce faz toda a diferença.



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